quinta-feira, 3 de junho de 2010
Contaminação de aquíferos
A extracção de água dos aquíferos em quantidade superior à capacidade de estes se realimentarem está a provocar em toda a bacia mediterrânica o fenómeno da intrusão salina. Um dos casos mais graves é o do sul de Espanha, onde 60% dos aquíferos situados junto à costa estão já contaminados.
De acordo com um dos autores da pesquisa, a água doce que é contaminada por 5% de água do mar fica logo imprópria para uso humano e também para a agricultura. José Benavente Herrera, da Universidade de Granada, refere que cada aquífero deve ser estudado para se lhe aplicar uma solução, a qual pode passar, primeiro, por suspender as extracções e até pela injecção de mais água.
Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=707029
Reflexão:
Normalmente os aquíferos estão a grandes profundidades, ultrapassando mesmo os 500 metros, o que diminui bastante o risco de contaminação pois os contaminantes são filtrados antes de atingir o lençol freático, mesmo assim produtos organoclorados como o CFC (agente laranja) e 2-4-d usado para secar plantações e outros metais pesados que podem atingir estas reservas.O maior risco são nas áreas de recarga dos aquíferos, pois a proximidade da superfície aumenta o risco, assim qualquer substância tóxica pode ser um problema desde lixo doméstico, águas de esgotos, etc.
Reservatórios de água subterrâneas - aquíferos
A qualidade de um bom aquífero é definida por duas propriedades essenciais:
Porosidade – quantidade relativa do volume da rocha permeável, ou dos sedimentos, que é ocupada por poros;
Permeabilidade – facilidade com que uma rocha permeável se deixa atravessar por um fluido. A permeabilidade não decorre apenas da porosidade, mas, também do modo como se encontram organizados os poros da rocha.
Um bom aquífero possui elevada porosidade e elevada permeabilidade.
Num aquífero é possível considerar, num alinhamento vertical, duas zonas constituintes fundamentais:
Zona de aeração –equivale à região superior do aquífero. Aí, os poros das rochas estão ocupados, não apenas por água, mas também por ar. Esta zona está localizada entre a superfície e o nível freático da água;
Zona de saturação –corresponde à região onde as rochas, ou os sedimentos, possuem todos os seus poros preenchidos por água. Superiormente, é limitada pela zona de aeração, no seu nível inferior, é limitada por material geológico impermeável. A sua área superficial define o nível hidrostático.
Também é importante referir:
Nível hidroestático ou freático –é a profundidade a partir da qual aparece a água. Corresponde ao nível atingido pela água nos poços. Este nível é variável de região para região, e, na mesma região, varia ao longo do ano.
É através da zona de aeração que a água, por acção gravítica, se infiltra através dos poros das rochas ou se evapora a partir da sua parte mais superficial. Em situações de precipitação elevada, a quantidade de água infiltrada é superior à da água evaporada, o que determina uma maior acumulação de água na zona saturada, com consequente subida do nível hidrostático. Pelo contrário, em situações de seca, em que a quantidade de água evaporada é superior à infiltrada, ou em situações de sobreexploração do aquífero, a zona saturada diminui e o nível hidrostático desce.
Atendendo às características e localização dos aquíferos, é possível classificá-los como:
Aquífero cativo –limitado, no topo e na base, por material geológico impermeável. Quando cheio, a pressão da água é superior à pressão atmosférica;
Aquífero livre – aquífero limitado, no seu nível inferior por uma formação geológica impermeável, mas cujo topo é contíguo a uma formação permeável. A pressão superficial da água é equivalente à pressão atmosférica.
Quais as principais problemáticas associadas à exploração de aquíferos?
Os aquíferos encontram-se sujeitos a diversos tipos de poluição que, ao contaminar as suas águas, condiciona ou inviabiliza a sua utilização. Entre outras formas de poluição, destaca-se aquela resultante da lixiviação dos campos agrícolas, da actividade humana urbana, da actividade industrial e a poluição biológica (microbiana).
Outra problemática, igualmente acentuada, é a sobreexploração dos aquíferos. No litoral, a diminuição excessiva do nível freático da água leva á infiltração de água salgada nos aquíferos.
A qualidade dos aquíferos varia, igualmente, com factores intrínsecos ao sistema subterrâneo. O tipo de rochas que o envolve, o grau de alteração das mesmas, a localização das zonas de recarga e o gradiente geotérmico influenciam a composição mineralógica das águas subterrâneas.
Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa
Água subterrânea Algarvia está mal aproveitada, diz perito.
Luís Ribeiro, professor do Instituto Superior Técnico, sublinhou que existe água subterrânea em abundância no Algarve e lembrou a importância do aquífero de Querença-Silves para o abastecimento da região durante a seca de 2005, sublinhando que os receios de salinização foram exagerados.
«Este aquífero tem grandes disponibilidades hídricas. Nessa altura, respondeu muito bem às necessidades e mostrou que os riscos de salinização eram muito menores do que se esperava», afirmou Luís Ribeiro que participa sexta-feira num debate sobre «Água Subterrânea no Algarve» no Instituto Superior Técnico (Lisboa).
A extracção de água não foi problemática «porque choveu e houve um aumento de recarga significativo». O engenheiro defende que os sistemas de aquíferos (águas subterrâneas) devem ser integrados no abastecimento público, para evitar que a gestão de água se baseie exclusivamente nas albufeiras.
«As albufeiras não deram resposta durante a seca. Foi uma lição importante para se perceber que era necessário mudar esta política porque não podemos estar só dependentes das origens superficiais».
Além disso, a água dos aquíferos - acrescentou - apresenta muitas vezes melhor qualidade do que a das albufeiras, apesar de existirem algumas zonas com problemas de contaminação por cloretos (salinização) e nitratos (devido ao uso de fertilizantes agrícolas).
É o caso dos sistemas de Campina de Faro e Luz de Tavira e de alguns aquíferos mais próximos das zonas costeiras.
O importante, sublinhou o especialista, é assegurar que se faz uma gestão correcta das captações. Estas não devem estar todas concentradas no mesmo local, para não causar um rebaixamento excessivo dos níveis freáticos (lençóis de água). «Querença-Silves tem cerca de 300 quilómetros quadrados de extensão. É possível fazer uma exploração racionalmente distribuída».
O importante é «nunca extrair mais do que entra. Nalgumas zonas, a precipitação permite recargas de 40 a 50% que alimentam os aquíferos».
Fonte: Diário Digital
Reflexão:
As águas subterrâneas constituem o maior reservatório de água doce do planeta Terra. Formam-se, essencialmente, a partir da infiltração da água da chuva e, uma vez no subsolo, podem formar toalhas ou lençóis de água quase imóveis, que alimentam as fontes e os poços, ou então circular por entre as fissuras das rochas. As zonas onde a circulação de água subterrânea é mais importante que os cursos de água de superfície apresentam, em geral, uma morfologia característica denominada cársica. Existem, no entanto, águas subterrâneas que têm uma origem diferente da infiltração. São as águas juvenis que provêm do interior da crusta, tal como certas águas termais, e aquelas que são retidas nas rochas (água higroscópica e água de retenção).
Recursos Minerais
Metálicos
Os elementos químicos, como ferro, cobre, prata ou ouro, encontram-se distribuídos na crosta terrestre, fazendo parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.
O clarke representa a abundância média de um determinado elemento químico na crusta terrestre (em partes por milhão – p.p.m. ou g/t). Se a quantidade, num determinado local, for algumas vezes superior ao clarke, pode-se tratar de um jazido mineral. O mineral que é aproveitado designa-se minério. O mineral que é rejeitado designa-se ganga. Essa ganga traz, muitas vezes, problemas ambientais, pois é depositada em escombreiras (montes de ganga). Estes resíduos, por vezes, são arrastados pela chuva e pelo vento e contaminam os solos e as águas subterrâneas.
Não Metálicos
Correspondem sobretudo a rochas e a sedimentos, como as areias e as argilas. Relativamente aos sedimentos, a areia é usada na construção civil e na produção de betão. A argila é muito utilizada na cerâmica, produção de cimento, etc.
A utilização destes recursos é fundamental na construção civil. Em Portugal, a utilização das rochas tendeu a centrar-se nos recursos disponíveis em cada região.
Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa
Energia Hídrica
Vantagens: a produção de electricidade é contínua; as barragens podem permitir regularizar os cursos de água; a energia produzida pode ser armazenada;…
Desvantagens: a construção de barragens obriga à inundação de grandes áreas, potencialmente ricas em fauna e flora, e obriga à deslocação de populações; pode existir risco de ruptura; a barragem perturba a vida dos peixes e das plantas aquáticas e terrestres envolventes.
Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa
Energia Eólica
Vantagens: pequena ocupação do solo; as pás podem ser instaladas junto de caminhos de fácil acesso;…
Desvantagens: o vento só é explorável a 20%, em média; é difícil integrar um aerogerador na paisagem; …
Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa