Mostrar mensagens com a etiqueta Geologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Geologia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

CIARE - Tudo à sua volta é energia. Seja eficiente!

A energia está presente na Natureza sob diferentes formas mas antes de ser utilizada tem que ser transformada. Actualmente, é utilizada de tal forma que nem se dá valor à sua importância. A energia está na base de um elevado número de actividades humanas e é um factor essencial para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.

Utilização Racional de Energia

A utilização Racional de Energia (URE), termo associado à eficiência energética, engloba um conjunto de acções e comportamentos que visam utilizar a energia de forma eficiente traduzindo-se na:
  • Redução do consumo de energia mensal;
  • Promoção de energias alternativas;
  • Redução da dependência energética de Portugal.

Ao utilizar melhor a energia está a proteger o ambiente.

Sabia que ....

O Dia Mundial da Energia se comemora a 29 de Maio?
Cerca de 60% da energia usada no aquecimento durante o Inverno, perde-se devido ao fraco isolamento das casas?
Pode poupar até 75% de energia optando por lâmpadas economizadores?
A iluminação numa casa é responsável por 10 a 15% do consumo total de electricidade?
Cerca de 85% da energia consumida em Portugal é importada, sob a forma de combustíveis fósseis?
Portugal é um dos países europeus com maior potencial energético ao nível das energias renováveis?


Boas práticas para uma utilização mais eficiente da energia:

  • Evitar as luzes e os equipamentos ligados , quando não são necessários;
  • Desligar sempre os aparelhos eléctricos no interruptor e não apenas no comando pois, no modo stand-by os aparelhos continuam a consumir energia;
  • Evitar abrir desnecessariamente a porta do frigorífico, quando necessário fazê-lo o mais rápido possível;
  • Substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras;
  • Calafetar as portas e as janelas, e isolar paredes, tectos e pavimentos das habitações;
  • Antes de comprar um equipamento, verificar a etiqueta energética e optar por aquele que apresenta menor consumo de energia;
  • Aproveitar a radiação solar do Inverno para aquecer a casa, através das janelas, e no verão evitar os ganhos solares excessivos;
  • Utilizar as máquinas de lavar, sempre que possível, com a carga completa e num programa de baixa temperatura.

Fonte: www.ciare.pt

Projecto integrado no PPEC com apoio da Erse (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos)

ESTÁ NAS NOSSAS MAÕS SALVAR A TERRA!

Formação do aquífero Guarani

Contaminação de aquíferos

Aquíferos mediterrânicos contaminados

A extracção de água dos aquíferos em quantidade superior à capacidade de estes se realimentarem está a provocar em toda a bacia mediterrânica o fenómeno da intrusão salina. Um dos casos mais graves é o do sul de Espanha, onde 60% dos aquíferos situados junto à costa estão já contaminados.

De acordo com um dos autores da pesquisa, a água doce que é contaminada por 5% de água do mar fica logo imprópria para uso humano e também para a agricultura. José Benavente Herrera, da Universidade de Granada, refere que cada aquífero deve ser estudado para se lhe aplicar uma solução, a qual pode passar, primeiro, por suspender as extracções e até pela injecção de mais água.

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=707029

Reflexão:

Normalmente os aquíferos estão a grandes profundidades, ultrapassando mesmo os 500 metros, o que diminui bastante o risco de contaminação pois os contaminantes são filtrados antes de atingir o lençol freático, mesmo assim produtos organoclorados como o CFC (agente laranja) e 2-4-d usado para secar plantações e outros metais pesados que podem atingir estas reservas.O maior risco são nas áreas de recarga dos aquíferos, pois a proximidade da superfície aumenta o risco, assim qualquer substância tóxica pode ser um problema desde lixo doméstico, águas de esgotos, etc.

Reservatórios de água subterrâneas - aquíferos

A água é o recurso mais utilizado no planeta. Quando a água doce, potável, não se encontra acessível à superfície, surge a necessidade de explorar os reservatórios subterrâneos – aquíferos.

A qualidade de um bom aquífero é definida por duas propriedades essenciais:

Porosidade – quantidade relativa do volume da rocha permeável, ou dos sedimentos, que é ocupada por poros;



Permeabilidade – facilidade com que uma rocha permeável se deixa atravessar por um fluido. A permeabilidade não decorre apenas da porosidade, mas, também do modo como se encontram organizados os poros da rocha.


Um bom aquífero possui elevada porosidade e elevada permeabilidade.

Num aquífero é possível considerar, num alinhamento vertical, duas zonas constituintes fundamentais:

Zona de aeração –equivale à região superior do aquífero. Aí, os poros das rochas estão ocupados, não apenas por água, mas também por ar. Esta zona está localizada entre a superfície e o nível freático da água;

Zona de saturação –corresponde à região onde as rochas, ou os sedimentos, possuem todos os seus poros preenchidos por água. Superiormente, é limitada pela zona de aeração, no seu nível inferior, é limitada por material geológico impermeável. A sua área superficial define o nível hidrostático.

Também é importante referir:

Nível hidroestático ou freático –é a profundidade a partir da qual aparece a água. Corresponde ao nível atingido pela água nos poços. Este nível é variável de região para região, e, na mesma região, varia ao longo do ano.



É através da zona de aeração que a água, por acção gravítica, se infiltra através dos poros das rochas ou se evapora a partir da sua parte mais superficial. Em situações de precipitação elevada, a quantidade de água infiltrada é superior à da água evaporada, o que determina uma maior acumulação de água na zona saturada, com consequente subida do nível hidrostático. Pelo contrário, em situações de seca, em que a quantidade de água evaporada é superior à infiltrada, ou em situações de sobreexploração do aquífero, a zona saturada diminui e o nível hidrostático desce.

Atendendo às características e localização dos aquíferos, é possível classificá-los como:

Aquífero cativo –limitado, no topo e na base, por material geológico impermeável. Quando cheio, a pressão da água é superior à pressão atmosférica;

Aquífero livre – aquífero limitado, no seu nível inferior por uma formação geológica impermeável, mas cujo topo é contíguo a uma formação permeável. A pressão superficial da água é equivalente à pressão atmosférica.



Quais as principais problemáticas associadas à exploração de aquíferos?
Os aquíferos encontram-se sujeitos a diversos tipos de poluição que, ao contaminar as suas águas, condiciona ou inviabiliza a sua utilização. Entre outras formas de poluição, destaca-se aquela resultante da lixiviação dos campos agrícolas, da actividade humana urbana, da actividade industrial e a poluição biológica (microbiana).

Outra problemática, igualmente acentuada, é a sobreexploração dos aquíferos. No litoral, a diminuição excessiva do nível freático da água leva á infiltração de água salgada nos aquíferos.

A qualidade dos aquíferos varia, igualmente, com factores intrínsecos ao sistema subterrâneo. O tipo de rochas que o envolve, o grau de alteração das mesmas, a localização das zonas de recarga e o gradiente geotérmico influenciam a composição mineralógica das águas subterrâneas.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Água subterrânea Algarvia está mal aproveitada, diz perito.

A água existente no subsolo algarvio está mal aproveitada e devia integrar os sistemas públicos de abastecimento, com base numa gestão integrada das origens superficiais e subterrâneas, defendeu hoje um especialista em hidrogeologia.
Luís Ribeiro, professor do Instituto Superior Técnico, sublinhou que existe água subterrânea em abundância no Algarve e lembrou a importância do aquífero de Querença-Silves para o abastecimento da região durante a seca de 2005, sublinhando que os receios de salinização foram exagerados.
«Este aquífero tem grandes disponibilidades hídricas. Nessa altura, respondeu muito bem às necessidades e mostrou que os riscos de salinização eram muito menores do que se esperava», afirmou Luís Ribeiro que participa sexta-feira num debate sobre «Água Subterrânea no Algarve» no Instituto Superior Técnico (Lisboa).
A extracção de água não foi problemática «porque choveu e houve um aumento de recarga significativo». O engenheiro defende que os sistemas de aquíferos (águas subterrâneas) devem ser integrados no abastecimento público, para evitar que a gestão de água se baseie exclusivamente nas albufeiras.
«As albufeiras não deram resposta durante a seca. Foi uma lição importante para se perceber que era necessário mudar esta política porque não podemos estar só dependentes das origens superficiais».
Além disso, a água dos aquíferos - acrescentou - apresenta muitas vezes melhor qualidade do que a das albufeiras, apesar de existirem algumas zonas com problemas de contaminação por cloretos (salinização) e nitratos (devido ao uso de fertilizantes agrícolas).
É o caso dos sistemas de Campina de Faro e Luz de Tavira e de alguns aquíferos mais próximos das zonas costeiras.
O importante, sublinhou o especialista, é assegurar que se faz uma gestão correcta das captações. Estas não devem estar todas concentradas no mesmo local, para não causar um rebaixamento excessivo dos níveis freáticos (lençóis de água). «Querença-Silves tem cerca de 300 quilómetros quadrados de extensão. É possível fazer uma exploração racionalmente distribuída».
O importante é «nunca extrair mais do que entra. Nalgumas zonas, a precipitação permite recargas de 40 a 50% que alimentam os aquíferos».


Fonte: Diário Digital


Reflexão:

As águas subterrâneas constituem o maior reservatório de água doce do planeta Terra. Formam-se, essencialmente, a partir da infiltração da água da chuva e, uma vez no subsolo, podem formar toalhas ou lençóis de água quase imóveis, que alimentam as fontes e os poços, ou então circular por entre as fissuras das rochas. As zonas onde a circulação de água subterrânea é mais importante que os cursos de água de superfície apresentam, em geral, uma morfologia característica denominada cársica. Existem, no entanto, águas subterrâneas que têm uma origem diferente da infiltração. São as águas juvenis que provêm do interior da crusta, tal como certas águas termais, e aquelas que são retidas nas rochas (água higroscópica e água de retenção).

Recursos Minerais

Incluem numerosos materiais utilizados pelo Homem e que foram concentrados, muito lentamente, por uma variedade de processos geológicos. Os recursos minerais podem classificar-se em metálicos e não metálicos.




Metálicos

Os elementos químicos, como ferro, cobre, prata ou ouro, encontram-se distribuídos na crosta terrestre, fazendo parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.
O clarke representa a abundância média de um determinado elemento químico na crusta terrestre (em partes por milhão – p.p.m. ou g/t). Se a quantidade, num determinado local, for algumas vezes superior ao clarke, pode-se tratar de um jazido mineral. O mineral que é aproveitado designa-se minério. O mineral que é rejeitado designa-se ganga. Essa ganga traz, muitas vezes, problemas ambientais, pois é depositada em escombreiras (montes de ganga). Estes resíduos, por vezes, são arrastados pela chuva e pelo vento e contaminam os solos e as águas subterrâneas.



Não Metálicos

Correspondem sobretudo a rochas e a sedimentos, como as areias e as argilas. Relativamente aos sedimentos, a areia é usada na construção civil e na produção de betão. A argila é muito utilizada na cerâmica, produção de cimento, etc.
A utilização destes recursos é fundamental na construção civil. Em Portugal, a utilização das rochas tendeu a centrar-se nos recursos disponíveis em cada região.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Energias Renováveis

Energia Hídrica

É a forma de energia renovável mais utilizada no Mundo, fornecendo 20% da energia gasta mundialmente.

Vantagens: a produção de electricidade é contínua; as barragens podem permitir regularizar os cursos de água; a energia produzida pode ser armazenada;…

Desvantagens: a construção de barragens obriga à inundação de grandes áreas, potencialmente ricas em fauna e flora, e obriga à deslocação de populações; pode existir risco de ruptura; a barragem perturba a vida dos peixes e das plantas aquáticas e terrestres envolventes.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Energia Eólica

A energia eólica, desde longa data, tem sido aproveitada através de moinhos de vento para moer cereais ou para bombear água e principalmente na navegação marítima dos veleiros. Actualmente, com o avanço da tecnologia, surgiram os denominados aeromotores ou turbinas eólicas que transformam a energia eólica em energia eléctrica. Os parques eólicos são constituídos geralmente por 10 a 30 unidades de turbinas eólicas, estando localizados em zonas abertas com uma média anual da velocidade do vento elevada.


Vantagens: pequena ocupação do solo; as pás podem ser instaladas junto de caminhos de fácil acesso;…

Desvantagens: o vento só é explorável a 20%, em média; é difícil integrar um aerogerador na paisagem; …



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Energia Geotérmica


A energia geotérmica está directamente relacionada com o gradiente geotérmico do planeta e resulta da corrente contínua de calor proveniente do interior da Terra até à superfície, em locais de instabilidade tectónica. O aproveitamento desta energia implica a existência de um fluido capaz de efectuar as trocas de calor. A geotermia pode ser de baixa ou alta entalpia, sendo esta última (temperatura > 150 ºC) utilizada nas centrais geotérmicas.

Vantagens: energia renovável; não poluente; …

Desvantagens: só pode ser aproveitada em locais onde existam condições geotermais ideais.




Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Energia Nuclear

[Não Renovável]

A produção de energia nuclear baseia-se na fissão controlada do elemento urânio em reactores nucleares.
Esta reacção liberta grandes quantidades de energia sob a forma de calor: esse calor é utilizado na vaporização da água que, por sua vez, é usada para a produção de energia eléctrica.

Vantagens: grande potencial energético;

Desvantagens: elevado custo de construção e manutenção das centrais nucleares; o perigo da explosão ou derrame nuclear está associado a consequências catastróficas; produção de resíduos radioactivos perigosos difíceis de eliminar.



Recursos Energéticos

A exploração dos recursos geológicos é imprescindível na manutenção da qualidade de vida humana. Contudo, deve garantir-se uma exploração sustentada desses recursos, para que as gerações futuras possam usufruir, igualmente, dos mesmos. Nesta perspectiva, é necessário conhecer as reservas existentes, para os diversos recursos. A exploração das reservas de recursos não renováveis é problemática, sendo que a sua exploração não sustentada acelera o seu esgotamento.


Recursos renováveis e recursos não renováveis

Um aspecto importante a ter em conta quando se fala em recursos geológico é que são, geralmente, recursos não renováveis. Este tipo de recursos têm um processo de formação muito lento e, face às taxas diversas de consumo, rapidamente se esgotam, não sendo possível a sua renovação à escala da vida humana. Outros recursos geológicos, como, por exemplo, a água, podem ser repostos à medida que são consumidos, sendo, por isso, considerados recursos renováveis.


Recursos não renováveis

Combustíveis fósseis
Os combustíveis fósseis resultam de transformações da matéria orgânica, e podem ocorre na crusta terrestre sob três forma: petróleo bruto (líquido), carvão (sólido) e gás natural (gasoso). São a fonte energética mais comummente utilizada pelo Homem.

Vantagens: a matéria-prima pode ser utilizada em diversas aplicações, o que torna a sua exploração mais rentável; potencial energético relativamente elevado.

Desvantagens: à taxa de exploração actual, correspondem a recursos não renováveis; a sua utilização acarreta consequências ambientais:

- chuva ácida: os gases como dióxido de enxofre, resultantes da combustão destes materiais, interagem com a água atmosférica formando ácidos; estes ácidos promovem a destruição da vegetação, a acidificação dos solos e dos aquíferos, etc.

- efeito de estufa: o dióxido de carbono e outros gases (gases com efeito de estufa), libertados na utilização destes combustíveis, promovem o efeito de estufa. Decorrente do aumento do efeito de estufa surge o aquecimento global, com impactes negativos na Biosfera e na Geosfera.




Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Textura das Rochas Metamórficas


Um critério importante para a classificação das rochas metamórficas é a foliação. A foliação é um aspecto da textura caracterizado pela existência de estruturas planares, resultantes do alinhamento paralelo de certos minerais, por acção de tensões dirigidas. Em relação à foliação, as rochas metamórficas podem ser classificadas em rochas foliadas e rochas não foliadas.
O quadro que se segue resume os principais tipos de foliação.





As rochas foliadas e não foliadas são, por sua vez, classificadas de acordo com a composição mineralógica. No quadro seguinte, estão, sumariamente, caracterizadas principais rochas metafóricas.




Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Tipos de Metamorfismo



Os diferentes tipos de metamorfismo definem-se em função da intensidade relativa dos factores de metamorfismo (temperatura, tensão ou fluidos) associados aos diferentes ambientes metamórficos.

Metamorfismo Regional
A maior parte das rochas metamórficas que integram a crusta terrestre resulta, geralmente, de metamorfismo regional. Este tipo de metamorfismo, que actua em extensas áreas, sobretudo ao longo dos limites tectónicos convergentes, está relacionado com a formação de grandes cadeias montanhosas a partir de espessas camadas de sedimentos acumulados em determinadas regiões oceânicas.
O metamorfismo regional resulta da acção combinada do calor, das tensões litostática e dirigida e dos fluidos de circulação, constituindo o xisto ou o gnaisse bons exemplos de rochas formadas sob estas condições. Uma vez que a pressão não litostática (dirigida) é um dos factores determinantes neste tipo de metamorfismo, estas rochas apresentam tipicamente uma notável foliação.





Metamorfismo de Contacto
Neste tipo de metamorfismo, de carácter muito localizado, os factores determinantes são o calor e circulação de fluidos. O metamorfismo de contacto ocorre junto de formações magmáticas que se introduziram nas rochas preexistentes (intrusões magmáticas). Em virtude do aumento de temperatura e da circulação de fluidos, as rochas adjacentes às intrusões começam a ser metamorfizadas ao longo de uma zona envolvente designada por auréola de metamorfismo. A extensão desta zona depende da susceptibilidade da rocha metamorfizada, bem como da dimensão e temperatura da intrusão.
As rochas conhecidas como corneanas resultam da alteração das rochas encaixantes, que estão em contacto directo com o magma de intrusão. Os quartzitos e o mármore são exemplos de outras rochas formadas sob a influência do calor das intrusões, respectivamente, a partir de recristalização de arenitos e calcário.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Mineralogia das rochas Metamórficas

Durante o processo de metamorfismo, as rochas e os minerais preexistentes alteram-se como resultado da acção dos factores de já referidos. As novas condições físicas e químicas a que as rochas passam a estar sujeitas determinam o desaparecimento de certos minerais, a manutenção de outros e a formação de novos materiais.

O aumento progressivo das condições de pressão e temperatura relaciona-se com diferentes graus de metamorfismo – de baixo grau, grau intermédio e de alto grau – que são acompanhados pelo aumento da intensidade dos fenómenos de recristalização e pelo aparecimento de certos tipos de minerais-índice. Uma dada rocha original pode assim originar diferentes tipos de rochas metamórficas, conforme as condições e o grau de metamorfismo a que é sujeita.


A identificação de determinados grupos de minerais em rochas que numa dada zona foram afectadas por metamorfismo pode ser utilizada na caracterização das condições termodinâmicas reinantes durante o processo metamórifico. No caso dos polimorfos de Al2SiO5 , podemos referir que se existir na rocha andaluzite essa rocha se formou sob condições de baixa pressão e de baixa a média temperatura. No caso de existir cianite, este mineral tipifica, geralmente, condições de elevadas pressões. Já no caso da silimanite, podemos inferir da existência de ambientes metamórficos de elevadas temperaturas. Os minerais que permitem caracterizar as condições de pressão e temperatura em que decorrem as transformações designam-se por minerais-índice, funcionando como “paleobarómetros” e “paleotermómetros”.



Dobras

As dobras são deformações associadas a comportamentos dúcteis das rochas, em regimes compressivos. Correspondem a encurvamentos de camadas anteriormente planas. As dobras ocorrem dentro do limite de plasticidade das rochas.
Tal como nas falhas, é possível descrever as dobras tendo em conta certos elementos caracterizadores da sua geometria.





Zona de charneira – zonas que contém os pontos de máxima curvatura da superfície dobrada;

Flancos – região plana da dobra situada de um e do outro lado da zona de charneira;

Eixo da dobra – linha imaginária que deslocada paralelamente a si própria gera a superfície dobrada;

Plano axial – plano que intersecta as charneiras dos diferentes estratos da dobra. No caso das dobras simétricas, corresponde ao plano de simetria da dobra.




Para além das muitas classificações possíveis, as dobras podem ser classificadas quanto à disposição espacial dos seus elementos ou quanto à idade relativa dos materiais rochosos que integram a dobra.


Classificação das dobras segundo a disposição espacial dos elementos

Antiforma – convexidade da dobra orientada para cima;

Sinforma – convexidade da dobra orientada para baixo;

Dobras neutras – convexidade orientada na horizontal.




Classificação das dobras segundo a idade relativa dos estratos



Anticlinal – rochas mais antigas ocupando a parte central da dobra;





Sinclinal – rochas mais recentes ocupando a parte central da dobra.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Falhas

As falhas são deformações associadas a comportamentos frágeis do material geológico. Correspondem a superfícies de fractura, ao longo das quais ocorreram movimentos relativos entre os dois blocos que separam. Surgem quando o limite de plasticidade das rochas é ultrapassado e estão, muitas vezes, associadas a sismos.






Plano de falha – superfície de fractura ao longo da qual ocorreu o movimento dos blocos;

Tecto (bloco superior) – bloco que se encontra acima do plano de falha;

Muro (bloco inferior) – bloco que está situado abaixo do plano de falha;

Rejecto – distância do deslocamento relativo entre os dois blocos da falha;

Inclinação da falha – ângulo definido entre o plano da falha e um plano horizontal;

Direcção da falha – alinhamento horizontal do plano de falha.



Tipos de Falhas


De acordo com o movimento relativo entre os dois blocos da falha (tecto e muro), as falhas podem ser classificadas como normais, inversas e de desligamento.

Falha normal – Tecto desloca-se para baixo relativamente ao muro (ângulo obtuso entre o plano de falha e o plano horizontal). Este tipo de estrutura resulta da actuação de tensões distensivas;

Falha inversa –Tecto desloca-se para cima relativamente ao muro (ângulo agudo entre o plano de falha e o plano horizontal;

Falha de desligamento – O movimento pode ser lateral direito ou lateral esquerdo, se o bloco no lugar oposto da falha, relativamente ao observador, se desloca para a direita ou para a esquerda.



Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

Deformação de Rochas

O dinamismo interno da Terra pode manifestar-se através de deformação nas rochas designada por tensões que afectam a sua forma e/ou volume. A tensão é a força exercida por unidade de área.

Estas tensões podem ser compressivas, distensivas, ou de cisalhamento. As tensões compressivas estão associadas a forças convergentes; as tensões distensivas estão associadas a forças divergentes; e, por fim, as tensões de cisalhamento estão associadas a movimentos paralelos das rochas em sentidos contrários.


Resposta à tensão

O comportamento dos materiais quando estão sujeitos a estados de tensão pode ser:

Comportamento elástico – é reversível, o material deforma mas, quando a tensão cessa, recupera a sua forma/volume iniciais e verifica-se quando a força aplicada sobre a rocha não ultrapassou o seu limite de elasticidade;

Comportamento plástico – é permanente, o material fica deformado sem rotura e verifica-se quando a força aplicada sobre a rocha é superior ao seu limite de elasticidade e inferior ao limite de plasticidade.





Elaborado por:
Ana Castro
Vanessa Costa

quarta-feira, 2 de junho de 2010

factores de metamorfismo


  • Tempo: todos os fenómenos relacionados com o metamorfismo ocorrem ao longo de longos periodos de tempo.

  • Temperatura: com o aumento da profundidade as rochas vão sofrer influencia do calor interno da Terra, do calor resultante da pressão litostatica ou do calor resultante da próximidade da introsão magmatica. Por acção do calor, certos minerais ficam instaveis e raegem com os outros minerais, ficando os elementos da sua rede cristalina dispostos segundo novos arranjos cristalinos.

  • Fluídos de circulação: As alterações metamórficas que ocorrem quando as temperaturas e a pressão se elevam são muito facilitadas se estiverem presentes fluidos de circulação. Ao reagirem com os minerais constituintes da rocha, dão origem a minerais de composição diferente, por remoção ou introdução de determinados componentes quimicos, que provocão alterações ao nivel da composição quimica e mineralogica da rocha.

  • Pressão/Tensão: a tensão é a força exercida por unidade de área, podendo no interior da Terra existir tensões litostaticas e nao litostaticas. Tensão litostaticam resulta do peso das rochas suprajacentes, sendo aplicada igualmente em todas as direcções e provocando a redução do volume e o aumento da densidade das rochas, pela redução do espaço entre as particulas que constituem os minerais. Tensão não litostatica é a pressão resultante dos movimentos tectonicos. Essas forças de natureza comoressiva,, distensiva ou de cisalhamento, provocam a deformação das rochas e o alinhamento dos minerais ou foliação.

Elaborado por: Diana Carneiro Nº12

Metamorfismo

As rochas pré-existentes quando sujeitas a um ambiente diferente daquele em que foram formadas sofrem alterações que restablecem o equilibrio com o novo ambiente. Por exemplo, qualquer rocha, quando deslocadas para regioes profundas, pode ser mais ou menos alterada ao nivel da composição mineralogica e/ou textura, sem que ocorra fusão.
Este processo designa-se por metamorfismo e situa-se no meio termo entre a diagenese e o megmatismo.


Por: Diana Carneiro; nº12